Governo dá prazo de 24 horas para professores voltarem às aulas
Em mais uma reunião de negociação com os representantes dos professores, na manhã de quarta-feira (8) o governo do Estado reiterou o atendimento a 90% das solicitações do Sinte/SC e deu um prazo de 24 horas para encerrar as negociações com a categoria. Desde o início da greve, há 22 dias, o governo manteve um canal de comunicação e de negociação aberto com os professores, além de sugerir a criação de um grupo de trabalho entre as partes, que atuará nos próximos 180 dias para debater melhorias na carreira e na Educação do Estado.
Além de uma nova e última proposta, o secretário Marco Tebaldi entregou um documento aos representantes dos professores explicando os avanços conquistados nos últimos dias e com as tabelas de cálculos que mostram o ganho real que varia de 7% a 44%. "Se isso não for providenciado pelos professores, só nos resta declarar um impasse nas negociações e retirar todas as propostas financeiras e não financeiras concedidas pelo governo, mantendo a proposta que está na medida provisória, encaminhada à Alesc", explicou o secretário da Educação, Marco Tebaldi.
Na reunião, os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/SC) reiteraram verbalmente que os professores não aceitaram a última proposta apresentada e já debatida entre os representantes da categoria e o governo. De acordo com o Sinte/SC, os professores querem que seja mantido o índice da regência de classe, o que impactaria no orçamento do Estado em mais de R$ 37 milhões, infringindo a lei de Responsabilidade Fiscal. Hoje, os índices da regência são de 40% e 25%. Pela proposta do Governo, os valores seriam de 25% e 17%.
De acordo com a proposta feita pelo governo do Estado na segunda-feira (6), 100% dos educadores serão beneficiados com a lei do piso. A menor remuneração de salário base passaria a ser de R$ 1.483 e o professor com curso superior receberia vencimento inicial maior do que o de nível médio.
Com a volta às atividades normais dos professores, o governo propõe que os planos de carreira da categoria continuem sendo debatidos e negociados. Para isso, será formado um grupo de trabalho com representantes da secretaria de Educação e dos professores. A ideia é que no final de 6 meses, os educadores tenham um cronograma de reajustes conforme as disponibilidades financeiras do Estado.


